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segunda-feira, 10 de março de 2014

Sol Negro: Nemesis, Misticismo e Nazismo

Saudações!
 
Relacionado ao assunto anterior, sobre o Sol Invictus, gostaria também de trazer o estudo sobre um outro lado, como são assuntos restritos e pouco datados, reuni algumas passagens relatando o que para muitos seria este culto, quando, onde e suas referências. A titulo de curiosidade primárias, vale a pena investigar.



O Culto do Sol Negro

Sala do Templo Sol Negro
no Castelo  de Wewelsburg
Num paralelo extremo, existe também um culto alternativo e muitos gnósticos datam fatos, astronômicos ao nosso sol doador de vida, descrevendo estudos esotéricos e comparações geológicas referentes ao desaparecimento da vida na Terra de tempos em tempos, o que muito me chamou atenção, o fato da crença do Sol Negro, da destruição, de um Sol oposto ao que conhecemos, um Sol-Demônio.

O Sol Negro foi um símbolo do ocultismo nazista. Prédios relacionados ao partido de Hitler costumavam apresentar mosaicos representando a figura do Sol Negro, podemos citar o Castelo de Wawelsburg, como referência para esse tipo de representação. Atualmente esse símbolo aparece relacionado a cultos neopagãos e neonazistas. 

O Sol Negro é um símbolo em forma de sol roda com doze raios. O símbolo contém três suásticas ou doze runas de Sig inversas.


Trecho do texto original do site: Gnosis Online:
"Suponha que o nosso Sol não estivesse sozinho, mas tivesse uma companheira. Ou seja, que nosso sistema solar fosse um sistema binário. Suponha que esta estrela companheira se movesse em uma órbita elíptica, com distância solar variando entre 90 mil u.a. (1,4 ano-luz) e 20 mil u.a., e um período de 30 milhões de anos. Suponha também que essa estrela seja escura ou, pelo menos, de brilho muito tênue e, portanto, ainda invisível para nós. Ou então, como afirmam Iniciados da estirpe de um Rudolf Steiner ou um Samael, de que esse Sol fosse de matéria astral.

Isso significaria que a cada 30 milhões de anos essa estrela hipotética companheira do Sol passaria através da Nuvem de Oort (uma nuvem de protocometas hipotética a uma grande distância do Sol). Durante tal passagem, os protocometas na Nuvem de Oort seriam perturbados. Algumas dezenas de milhares de anos depois, aqui na Terra, perceberíamos um aumento dramático de cometas, aumentando também o risco de nossa Terra colidir com os núcleos de um desses cometas.

Examinando-se os registros geológicos da Terra, parece que uma vez a cada 30 milhões de anos, aproximadamente, a vida em nosso planeta sofreu uma extinção maciça. A mais conhecida de todas essas extinções é, por certo, a dos dinossauros, há 74 milhões de anos. Daqui a cerca de 15 milhões de anos, segundo esse hipótese, deverá ocorrer uma gigantesca extinção da vida na Terra.

A hipótese de uma “mortífera companheira” do Sol foi sugerida, em 1987, por Daniel P. Whitmire e John J. Matese, da Universidade de Southern Lousiana. Foi até mesmo chamada de Nêmesis. O fato curioso sobre a hipótese de Nêmesis é que não há qualquer prova dita “científica”, além das experiências esotéricas de grandes iluminados, além das tradições mitológicas de seitas que “cultuavam” o Sol Negro. Nem precisaria que sua massa ou brilho fosse muito grande – uma estrela muito maior ou de menor luminosidade que o Sol seria suficiente, até mesmo uma estrela anã (um corpo semelhante a um planeta com massa insuficiente para começar a “queimar hidrogênio” como uma estrela).

É possível que essa estrela já exista em um dos catálogos de estrelas fracas sem que qualquer pessoa tenha percebido algo peculiar, isto é, o enorme movimento aparente dessa estrela em relação a outras estrelas mais afastadas (i.e., sua paralaxe). Se tal estrela fosse encontrada, poucos teriam dúvida em considerá-la a causa básica das maciças extinções da vida em nosso planeta.

Mas essa “estrela da morte” também evoca uma força mítica. Se algum antropólogo de uma geração anterior à nossa tivesse ouvido tal história de seus informantes, certamente usaria palavras como “primitivo” ou “pré-científico” para registrá-la. Considere seriamente a história abaixo.

Há outro Sol no céu, um Sol-Demônio, Anticrístico, que não podemos ver. Há muito tempo, o Sol-Demônio atacou nosso Sol. Caíram cometas e um terrível inverno cobriu a Terra. E a vida foi quase toda destruída. O Sol-Demônio atacou muitas vezes antes. E tornará a atacar de novo.

Isso explica por que alguns cientistas pensaram que a hipótese de Nêmesis fosse algum tipo de piada ao ouvirem sua história pela primeira vez – um Sol invisível atacando a Terra com cometas parece loucura ou mito. Ainda assim, sempre corremos o risco de uma decepção. Por mais especulativa que seja a “teoria”, ela é séria e respeitável, porque sua idéia principal é verificável: você pode encontrar essa estrela e examinar suas propriedades."

Outro estudo que serve de base, podemos encontrar em: Noite Sinistra

"A teosofia de H. P. Blavatsky [1831-1891] também serviu de fonte informativa sobre o Sol Negro. Em sua Doutrina Secreta, a autora menciona um sol central na Via Láctea, um ponto invisível e misterioso, o sempre-oculto centro de atração de nosso Sol e do sistema solar. Como centro energético da galáxia ou mais, do próprio Universo, este sol trevoso (que hoje poderia ser identificado como matéria escura ou antimatéria), representa a massa de energia primordial que antecedeu o Big Bang da cosmologia contemporânea. Enquanto o Cabala, judaica, descreve este corpo/fenômeno celeste como uma luz negra, os iniciados orientais arianos a ele se referem como fonte de luz criativa e centro da vida Universal."

Inscrição gravado no chão da na
Sala do Templo Sol Negro
no Castelo  de Wewelsburgh
O Schwarze Sonne (Em alemão: Sol Negro), símbolo ocultista do misticismo nazi. São relatos de uma certa expedição nazista ao Tibete, e a importação da prática da Seita do Sol Negro de Dugpas, quando pesquisadores nazistas estiveram na Ásia em busca da misteriosa cidade perdida de Shamballah. Neste site diz mais ainda sobre uma certa importação de uma maldição, do que se esperava de uma iluminação do deus Sol, protetor dos impérios e da vida, se transformou segundo esotéricos, em catástrofes e negativismo.

Trecho do texto original do site: Gnosis Online:

No coração do Nacional Socialismo (nazismo), Heinrich Himmler, Reichsführer-SS (líder supremo das SS) e chefe da polícia alemã, um dos braços direitos de Adolf Hitler, em seus desmesurados delírios de grandeza, abraçou o culto ao Sol Tenebroso com um fanatismo nunca antes visto naquele terrível período de nossa história recente.

Himmler foi praticamente o sumo sacerdote do culto ao Sol Negro (Schwarze Sonne). Os rituais efetivados no Castelo de Wewelsburg, sede das SS, foi definitivamente, a causa esotérica do afundamento, derrota e destruição do nazismo, devido a que ali se atraiu uma energia extremamente pesada e negativa, esotericamente falando…

Himmler reunia-se com 12 líderes das SS (os 12 Gruppenführers), “altos iniciados” das SS, no Castelo de Wewelsburg, e efetuava rituais tenebrosos ao redor do símbolo do Sol Negro.

O chefe de Inteligência das SS, Walter Schellenburg, certa vez comentou o que havia visto no castelo: “Aconteceu que eu entrei acidentalmente no quarto e vi esses 12 líderes SS sentados ao redor de um círculo, todos submergidos em profunda e silenciosa contemplação; foi de fato uma visão notável.”

Deixo claro que repassei isto, até porque, poucos relatos consegui, até ler diversas fontes, bem, como ainda estou em fase de estudos, há uma certa relevância de dados e busquei me informar ao máximo, espero eu que bem sucedido nessa busca tenha sido.
As minhas opiniões são basicamente estudiosas e não fazem relações com praticas algumas. Todavia, respeito todo ser, desde que o mesmo me respeite.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Sol Invictus: O Nascimento do Sol Invencível

Saudações!

Por dias, passei estudando em toda brecha, um assunto que, talvez, para muitos não seja interessante; e com todas as obrigações, não é nenhum pouco fácil estabelecer relações entre o dever e o prazer; voltando ao tema, é bem complexo, derivado e ao mesmo tempo criador. Adiante iremos falar de um assunto pouco ouvido, e consequentemente, pouco falado, até mesmo por preconceito às tradições ancestrais.

Está chegando no final do ano e com ele, no Hemisfério Sul, o verão, de tantas festas de fim de ano, a que mais se destaca é o Natal, e com isso, uma das maiores contribuições culturais para a realização dessas festas, de antes e até depois de Cristo e suas correlações e heranças enaltecem as festas pagãs.


O Culto do Sol Invictus

As festas comemorativas ao Solstício de Inverno, iniciaram-se por diversas culturas, os egípcios já tinham como deus do sol, Aton. O espírito do interior do Sol, foi incorporado pelo antigo culto egípcio de "Amon-Rá" ou Amen Ra. No final das orações cristãs, existe a palavra "Amen" que é nada mais, nada menos que uma referência secreta ao deus sol do antigo Egito e ao Logos Solar. Além disso, o culto ao deus do sol, foi adorado por babilônios, gregos, xamãs e druídas desde o início dos tempos. Os persas e hindus reverenciavam Mitra como a figura e devoção à vitória da Luz contra a Escuridão. Sendo depois levada também pelo Império Romano. No ano 307 D.C., o Imperador Diocletiano, um adorador do sol, estava envolvido na dedicação de um templo à Mitra e foi responsável pela queima da escritura que tornou possível para os últimos imperadores, formular suas próprias versões de "Cristianismo". A partir do imperador Heliogábalo, 222 d.C., também pelo imperador Aureliano, que introduziu um culto oficial do Sol Invicto em 270 d.C., fazendo do Deus Sol a primeira divindade do Império, analogamente à Mitra. Por fim, até Constantino e numa parte de seu império, o culto do Sol Invictus, era o culto pagão oficial do Império Romano até a oficialização do Cristianismo como religião oficial de Roma e assim, do Império Romano, contudo, muitas pessoas hão de duvidar da integridade de Constantino, quando um quesito diz que ele mais se aplicava a ser um mercenário cultural do que a honrar um segmento de coração e fé, sem tirar vantagens disso, se é que me entendem.
Pois o mesmo Constantino, enquanto declarava ser Cristão, mantinha o título de "Pontifus Maximus" o alto sacerdote do paganismo. Suas moedas eram escritas com: "SOL INVICTO COMITI" (COMPROMETIDO AO SOL INVENCÍVEL).
O imperador Constantino tinha o Sol Invicto como a sua cunhagem oficial.

Domingo (Deis Solis), o dia do sol, era considerado pelos Mitraístas um dia sagrado de descanso.
Originalmente, o culto do Sol Invictus, era um título religioso aplicado à três divindades distintas durante o Império Romano: Heliogábalo, Mitra e Sol.
E o Natal que conhecemos, nada mais é que uma adoração ao Festival do Nascimento do Sol Invencível (Dies Natalis Solis Invicti), foi celebrado quando o dia se estendia, após o solstício de inverno, em alusão ao "renascimento" do sol. Enquanto no Hemisfério Norte, é inverso.
O Festival ocorria de 22 à 25 de dezembro.
Muitos pagãos seguem até hoje as festividades e se orgulham de repassá-las aos seus descendentes.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Três conselhos apenas…

Saudações!

Hoje não vos trago certamente ordens, mas sim, ensinamentos, conselhos de alto nível, de um blog português, na qual dispõe dos mais belos ensinamentos, em que tive oportunidade e prazer de regozijar. Portanto, cada texto uso uma linguagem, diferenciado, e por hora uso o belo Português tradicional, língua que poucos podem usá-las ao máximo no proveito de tanta forma gramatical. Confiram abaixo:


" Mas Ega entendia que o Sr. Afonso da Maia devia descer à arena, lançar também a palavra do seu saber e da sua experiência. Então o velho riu. O quê! Compor prosa, ele, que hesitava para traçar uma carta ao feitor? De resto, o que teria a dizer ao seu país, como fruto da sua experiência, reduzia-se pobremente a três conselhos, em três frases — aos políticos: «menos liberalismo e mais carácter»; aos homens de letras: «menos eloquência e mais ideia»; aos cidadãos em geral: — «menos progresso e mais moral». "
Eça de Queiroz, Os Maias


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Átila, o Huno

Saudações!

Mais uma vez, como sempre faço, produzo um mix de assuntos, assim minha vida é, para não perder a graça e cair na rotina, estudo sobre várias culturas, estilos, gêneros e por ai vai... Portanto, desta vez, trarei uma figura importante do século V e à toda Europa, dos povos bárbaros; denominação romana, aos assim, contrários à ela; Àtila, o Huno; Attila, the Hun, e assim dependendo a origem, seu nome variará.


(~ 406 - 453) 
Átila, o Huno (provável aparência)

Rei dos hunos, povo do leste europeu, nascido em local desconhecido, que passou para a História como o Flagelo de Deus. Liderou a tribo bárbara. Esta tribo, os hunos, habitava a região onde hoje se localiza a Hungria. Comandou várias ações militares no continente europeu. Comandou seu exército na invasão do Império Romano, saqueando e destruindo diversas cidades romanas. Invadiu cidades romanas da região do rio Danúbio e nos Bálcãs. Atacou também, com seu exército, a região da Gália (na atual França). Com a aliança que firmou com outros povos bárbaros, chegou a comandar uma extensa região entre o Mar Cáspio e o rio Reno.
Tentou dominar Constantinopla, porém acabou desistindo em função do grande poderio do Império Bizantino. Exigiu e conseguiu do papa Leão I uma certa quantia de tributos para deixar de invadir e destruir cidades italianas.


Mas quem foi Átila, o Huno?

Átila foi um importante conquistador do século V, famoso pelos ataques que comandou contra o Império Romano. Ele era chefe dos hunos, um povo nômade de origem mongólica. "Átila parece ter sido um comandante astuto e de grande habilidade. Sob sua liderança, os hunos dominaram e aterrorizaram vastas áreas da Europa e da Ásia", afirma o historiador inglês John Warry. Além de habilidosos como guerreiros e de contarem com uma forte liderança, os hunos tinham outra importante vantagem militar: um grande número de soldados, o que era garantido pelas populações que subjugavam, obrigando-as a fornecer homens para o exército conquistador. Átila parecia ter um apetite insaciável por ouro: se recebesse uma boa quantidade do precioso mineral, era capaz de interromper ofensivas e poupar cidades da destruição. Mas há poucas informações confiáveis sobre sua vida, cercada de lendas, e não se sabe ao certo nem onde nem quando ele nasceu.
O que parece certo é que, por volta do ano 434, Átila herdou a liderança de várias tribos desorganizadas e enfraquecidas por disputas internas, conseguindo unificá-las. Ele governou os hunos ao lado do irmão mais velho, Bleda, até assassiná-lo por volta de 445, quando se tornou chefe único de seu povo. Nos oito anos seguintes, Átila liderou seguidas ofensivas na Europa, deixando em pânico o Império Romano do Ocidente. Apesar de ter ficado conhecido como um soberano violento, ele provavelmente não era tão impiedoso como indica a fama que ganhou de seus inimigos. No ano 453, quando preparava um ataque contra o Império Romano do Oriente, Átila morreu, ao que tudo indica de causas naturais. Ele teria então entre 50 e 60 anos. Com a perda do grande líder, a força dos hunos nunca mais foi a mesma.


Cavaleiro temido  

Partindo da Ásia, ele comandou um povo nômade numa devastadora invasão da Europa:

1 - Os hunos são originários provavelmente da Ásia Central. Eles usavam os cavalos com maestria nas batalhas e sabiam tirar proveito de sua enorme habilidade com o arco e flecha. Em fins do século IV, iniciaram uma longa marcha em direção ao oeste. Em seu avanço, forçaram povos bárbaros a fugir e invadir territórios controlados pelo Império Romano.

2 - Átila passou a comandar os hunos no ano 434, quando já haviam ocorrido choques com os romanos. Ele negociou a paz com o Império, que passaria a pagar 300 quilos de ouro anuais aos hunos. Como o acordo parece não ter sido cumprido, Átila iniciou um grande ataque, destruindo cidades importantes na região do rio Danúbio, como Serdica (hoje Sófia, capital da Bulgária).

3 - Por volta de 447, quando devastava a região entre os mares Negro e Mediterrâneo, Átila foi informado das riquezas de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia). Decidiu então conquistar a cidade, que só escapou da destruição por ser protegida por grandes muralhas.

4 - De volta à marcha rumo ao oeste, Átila invadiu a Gália em 451. Um de seus objetivos com essa campanha teria sido conquistar o direito de se casar com Honória, irmã de Valentiniano III, que governava o Império Romano do Ocidente. Se o casamento tivesse sido realizado, Átila poderia reinvindicar como dote a posse de metade do Império.

5 - As ambições de Átila, porém, foram frustradas por uma aliança militar entre os romanos e os visigodos, um povo bárbaro de origem germânica. No mesmo ano 451, os hunos foram derrotados pelos aliados na Batalha de Chalons, na região nordeste da França atual. Átila teve que desistir do casamento e se retirou da Gália.

6 - A derrota fez com que os hunos mudassem os planos e invadissem a Itália em 452, aproveitando a fragilidade do semimorto Império Romano. Há o mito de que Átila só não saqueou Roma por causa de um pedido do papa Leão I. O mais provável, porém, é que a falta de suprimentos e as epidemias da região tenham incentivado a retirada dos hunos. Um ano depois, Átila morreria.


Confira mais, no documentário abaixo, produzido pelo History:



Fontes:

Matéria: Picotadeira Animal

Saudações!


Após algum tempo sumido, como sempre, a correria rotineira. Pois, hoje, na verdade, publicarei uma matéria, na qual, não tive tempo, mas já fiz há poucos meses.

Mostrarei a performance do meu esquilo-da-mongólia, carinhosamente, Chiquito Furãozinho, roendo um papel cartonado grosso, mostrando toda sua habilidade, velocidade e precisão, deste roedor, que se tornou para muitos, como eu, um novo animal de estimação.
 




Confira mais no vídeo abaixo:



Mais informações sobre ele:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerbo
http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1708324-4530,00.html

terça-feira, 28 de maio de 2013

Matéria: Minha Primeira Tatuagem

Saudações!

Como de costume, eu e minha maneira diferente de viver, eu já tinha curiosidade desde antes de me tatuar, mas nunca tive coragem, até que no brilho de uma manhã qualquer, resolvi quebrar este medo e decidi me tatuar, a tatuagem eu já tinha em mente há séculos, então, entrei em contato com o Marcão (Blood Steel), e levei meu desenho, posteriormente, marquei a data e fui encarar, certamente receoso, pois não sabia como seria a sensação. Porém, eu gostei da situação, e muito provavelmente farei outras. 

Para quem tem medo, praticamente a ansiedade dói mais que a própria tatuagem em si, dói um pouco lógico, mas tudo bem suportável, pelo menos na região que fiz. Não é aquele 'Bicho-de-sete-cabeças'.

A tatuagem escolhida foi: アダウト と アンナ (Adauto & Ana)
O nome dos meus pais, tatuado estilizadamente em japonês.
Os meus pais que sempre estiveram presente em minha vida, minha fortaleza familiar, acima de tudo devo referências à eles e agradecimento por tudo que são, serão e foram em minha vida.




Neste dia levei algumas peças fundamentais para que isso se realizasse fornecendo o apoio e a sacanagem necessária para um clima perfeito ou quase. Raul Rochinski, Jéssica Vieira e Mayara Rodrigues participaram.


Confiram a matéria abaixo:





Matéria: Alisson Costa

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Provérbio Japonês: "Não Adianta Chorar Sobre O Leite Derramado"

Saudações!


Uma das grandes coisas que aprendi no Japão, ao longo dos mais de 4 anos que morei por lá, foram seus provérbios e sua sabedoria de vida, a todo momento nos dando lições preciosas, esse por descendência é muito utilizado no Japão, mas de origem chinesa.

"Não adianta chorar sobre o leite derramado."
(覆水盆に返らず)。
(Fukusuibon'nikaerazu).


De onde surgiu a expressão "não adianta chorar pelo leite derramado"?

Essa expressão tem o significado de "não adianta ficar se ferindo, se lamentando e remoendo essa coisa, pois você já fez ela". Exemplo: "Não adianta ficar se lamentando por perder a partida de futebol, pois você não treinou". Entende? Mas de onde surgiu essa expressão?
"A origem é, provavelmente, pecuária. Quando se faz a ordenha manual e a vaca é mansa, não se costuma amarrar suas pernas para evitar que ela dê um coice no balde. Mas, se não amarrar e a vaca estiver “tensa”, depois não adianta chorar. Assim, quem faz alguma besteira, não adianta lamentar as conseqüências."


Além disso exposto acima, o leite é um alimento muito precioso, pois possui muitos nutrientes e é até o principal alimento usado para amamentar mamíferos que acabaram de nascer e é um líquido, sendo que quando derramado no chão, é difícil de coletá-lo novamente.
Também dizem que esse ditado vem de ditados e provérbios chineses. Para eles, "chorar pelo leite derramado", seria "Fu Shui Nan Shou" (Derramar Água Difícil Coletar).

Fonte: http://leitelacteo.blogspot.com.br/2011/12/de-onde-surgiu-expressao-nao-adianta.html

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Efeito Placebo: O Poder da Pílula de Açúcar

Saudações!

Depois de um tempo ausente, não pude postar nada, obviamente, devido a correria da vida e alguns fatos. Pois bem, hoje poderei repassar um texto, que, na qual, muito interessante sobre o efeito Placebo, e para quem não sabe e gostaria de saber, vale muito a pena ler, e quem já sabe, conhecer os 'milagres' da Pílula de Açúcar.




Quando um medicamento é receitado ou administrado a um paciente, ele pode ter vários efeitos. Alguns deles dependem diretamente do medicamento, ou seja, de sua ação farmacológica. Existe, porém, um outro efeito, que não está vinculado à farmacologia do medicamento, e que também pode aparecer quando se administra uma substância farmacologicamente inativa. É o que denominamos “efeito placebo”. É um dos fenômenos mais comuns observados na medicina, mas também um dos mais misteriosos.

O efeito placebo é poderoso. Em um estudo realizado na Universidade de Harvard, testou-se sua eficácia em uma ampla gama de distúrbios, incluindo dor, hipertensão arterial e asma. O resultado foi impressionante: cerca de 30 a 40% dos pacientes obtiveram alívio pelo uso de placebo!

Além disso, ele não se limita a medicamentos, mas pode aparecer em qualquer procedimento médico. Em uma pesquisa sobre o valor da cirurgia de ligação de uma artéria no tórax na angina de peito (dor provocada por isquemia cardíaca crônica), o placebo consistia apenas em anestesiar o paciente e cortar a pele. Pois bem: os pacientes operados ficticiamente tiveram 80% de melhora. Os que foram operados de verdade tiveram apenas 40%. Em outras palavras: o placebo funcionou melhor que a cirurgia.



O que é o efeito placebo? Como ele pode ser explicado?

Neste artigo vamos examinar as bases neurobiológicas do efeito placebo, de acordo com as hipóteses mais recentes. Estudar e compreender melhor o efeito placebo e seu lugar na medicina tem grande importância para o próprio ato terapêutico, além de ter grandes repercussões éticas na prática e na pesquisa médica. Vamos concentrar nossas explicações sobre um tipo específico de placebo, que é o agente farmacológico (medicamento). Mas os princípios discutidos podem ser generalizados para qualquer tipo de placebo.



O que é o efeito placebo?

A palavra placebo deriva do latim, do verbo “placere”, que significa “agradar”. Uma boa definição é a seguinte:


“Placebo é qualquer tratamento que não tem ação específica nos sintomas ou doenças do paciente, mas que, de qualquer forma, pode causar um efeito no paciente.”

Note bem a diferença: placebo é o tratamento inócuo. Efeito placebo é quando se obtém um resultado a partir da administração de um placebo.

O conhecimento sobre o efeito placebo ampliou-se muito com a necessidade da medicina realizar ensaios clínicos controlados, que são uma metodologia científica muito utilizada para determinar a eficácia terapêutica de novos fármacos.

Nestes ensaios administra-se obrigatoriamente um placebo a um grupo controle de pacientes, e depois se compara os resultados com os obtidos no grupo que recebe a medicação ativa, cuja ação se pretende demonstrar. Quanto maior a diferença nos resultados entre o segundo e o primeiro grupos, maior a eficácia farmacológica da substância em estudo.

Os médicos logo notaram nesses estudos que os placebos tinham muito mais efeitos sobre a doença estudada do que podia se esperar. Em alguns casos, os efeitos colaterais (indesejados) dos placebos chegavam a ultrapassar os do medicamento ativo. Em consequência, houve um aumento grande nas pesquisas científicas com a finalidade de esclarecer melhor o que é esse efeito, por que ocorre, qual a sua base fisiológica, etc.

Como o efeito placebo pode ser real, ou seja, provocar mudanças benéficas no paciente, ele pode ser útil na prática clínica. Isso é inclusive permitido pelo código de ética médica.


Tipos de placebo



Os placebos são classificados em dois tipos: inertes e ativos.

Placebos inertes — são aqueles realmente desprovidos de qualquer ação farmacológica, cirúrgica, etc.

Placebos ativos — são os que têm ação própria, embora, às vezes, não específica para a doença para a qual estão sendo administrados.

Diz-se que os placebos têm efeito positivo quando o paciente relata alguma melhora, e efeito negativo quando eles relatam que houve piora ou surgimento de algum efeito colateral desagradável (nesse caso o placebo é chamado de nocebo, palavra que deriva do latim nocere, ou provocar dano).

Uma conclusão interessante é a seguinte: toda medicação administrada, além do seu efeito real farmacológico, tem também um efeito placebo, e eles dificilmente podem ser separados um do outro.


O que causa o efeito placebo?



Surge então a pergunta: se o efeito placebo não deriva de uma ação provocada no organismo do paciente, de onde vem ele?

A ciência médica ainda não explicou completamente qual a causa (ou causas) do efeito placebo. Mas, ao que parece, ele resultaria da espera do efeito por parte do paciente.

Como se explica isso? Existem diversas teorias, decorrentes de diversas escolas da psicologia. A que adotaremos aqui, e que parece ser uma das mais prováveis, é a do reflexo condicionado. Você deve se lembrar dele: foi descoberto por um fisiologista russo chamado Ivan Pavlov no final do século passado, que ganhou o primeiro prêmio Nobel de Medicina, em 1902. Ele é conhecido popularmente pelo famoso experimento do cão que salivava ao ouvir um sino.

A ideia geral é que o efeito placebo surge como um reflexo condicionado involuntário por parte do organismo do paciente. A seguir veremos como isso acontece.


Reflexos Condicionados

Segundo a teoria de Pavlov, podemos compreender o funcionamento do sistema nervoso como dependente de reflexos, ou seja, respostas a estímulos provenientes do meio externo ou do interno. Um estímulo sensorial, venha de dentro ou de fora do organismo, atinge um receptor e provoca modificação das condições orgânicas e, em consequência, uma resposta que pode ser motora, secretora ou vegetativa.

Existem dois tipos de reflexos: condicionados e incondicionados.

Os reflexos incondicionados são aqueles com os quais os animais nascem, adquiridos ao longo da evolução de sua espécie, ou filogênese. Por exemplo, se colocarmos comida na boca de um cão, ele começa a salivar. Isso está determinado dentro do seu próprio sistema nervoso.

Os reflexos condicionados são aqueles que os animais adquirem durante suas vidas, ou ontogênese. Eles são um dos tipos de aprendizado de que o sistema nervoso é capaz. À medida que determinados estímulos ambientais vão agindo sobre eles, formam respostas condicionadas a esses estímulos. Logicamente, para que essas respostas condicionadas surjam, elas têm que se basear em respostas incondicionadas. No experimento clássico de Pavlov, tocar o sino não causava nenhuma salivação no cão, mas depois dele apresentar o sino repetidamente em conjunto com o estímulo incondicionado (a comida), o cão começou a salivar em resposta ao sino, apenas.

Pavlov definiu o reflexo condicionado como:


“uma conexão nervosa temporária entre um dos inumeráveis fatores do ambiente e uma atividade bem determinada do organismo”.

Ou seja, o reflexo é uma conexão temporária entre um estímulo qualquer do meio ambiente e um reflexo incondicionado do organismo, que passará, assim, a ser condicionado, despertado por aquele estímulo ambiental, até então previamente indiferente.


Modificando a Reação a Medicamentos Pelo Condicionamento

Este é um tópico importante para podermos entender o efeito placebo. Vamos entendê-lo através de um experimento simples:


após fazer soar um estímulo sonoro, aplica-se, em um cão, uma injeção de acetilcolina. Em resposta à acetilcolina, o cão tem hipotensão (queda da pressão arterial). Se, depois de diversas combinações do som com a injeção, substituirmos a acetilcolina por adrenalina, o cão continuará a ter hipotensão. Deveria ter hipertensão (aumento da pressão arterial), portanto o condicionamento mudou completamente a resposta ao segundo agente. A ação farmacológica da adrenalina foi anulada. Seria de se esperar que o cão, ao recebê-la, tivesse aumento da pressão arterial; mas como está recebendo aquela injeção temporalmente associada ao estímulo sonoro, que para ele é sinal de hipotensão, sua pressão continua a baixar. O organismo do cão ignora o efeito farmacológico da adrenalina e obedece ao sinal de hipotensão, registrado no sistema nervoso central.

Fato muito importante é que diversos estímulos ambientais podem conjugar-se entre si, formando uma verdadeira cadeia, e qualquer desses estímulos pode agir como sinal e por em marcha o reflexo condicionado. Outros estímulos do ambiente podem apresentar o mesmo efeito, como, por exemplo, a entrada na sala onde a experiência se realiza, a visão do experimentador, a audição de sua voz (mesmo fora da sala), etc.


Reflexos e Linguagem em Seres Humanos

E no ser humano, o que aconteceria? A mesma coisa. Existem diversas experiências mostrando que o homem tem suas funções tão condicionáveis quanto as dos animais. Por exemplo: doentes com dor intensa, provocada por uma doença chamada aracnoidite, que recebiam injeções endovenosas de novocaína (um anestésico), tinham alívio da dor e dormiam. Nesses mesmos doentes, depois de algum tempo, com a troca da injeção de novocaína por soro fisiológico (uma solução fraquinha de sal), continuavam a ocorrer alívio da dor e sono.

No homem existe ainda algo importante a ser considerado. Segundo Pavlov, nos animais existe apenas o que ele chamava de primeiro sistema de sinais da realidade. Trata-se dos sistemas do cérebro que recebem e analisam os estímulos que vêm de fora e de dentro do organismo (por exemplo, sons, luzes, nível de CO2 no sangue, movimentos intestinais, etc).

No ser humano, além desse primeiro sistema de sinais, existe um segundo sistema, o da linguagem, que aumenta as possibilidades de condicionamento. Para o ser humano, a palavra pode ser um estímulo tão real, tão eficaz, tão capaz de nos mobilizar como qualquer estímulo concreto, e, às vezes, até mais. Além disso, o fato de a palavra ser simbólica, ser uma abstração, permite que o estímulo condicionado seja generalizável.


Um exemplo?

Se condicionarmos um homem dando-lhe choques na mão após ouvir a palavra campainha, haverá reação de defesa com retirada da mão. Depois de algum tempo, ao ouvir a palavra campainha, em seu idioma natal ou em algum outro que ele entenda, assim como ao ver uma campainha, real ou em foto, o homem terá a mesma reação de retirada da mão. Por quê? Porque o homem não foi condicionado a um conjunto de sons, como foi o caso do cão, e sim a uma abstração: a ideia da campainha.

Outro exemplo de experiência de condicionamento em seres humanos: dá-se choque na mão de um sujeito após ele ouvir a palavra caminho, provocando retirada da sua mão. Depois de algum tempo, ouvindo a palavra caminho, esta pessoa retira a mão, fazendo o mesmo, também, ao ouvir sinônimos: estrada, via, rota, etc.


O Efeito Placebo como Condicionamento

Chegamos, então, a uma explicação fisiológica bastante convincente sobre o efeito placebo: trata-se de um efeito orgânico causado no paciente pelo condicionamento pavloviano ao nível de estímulos abstratos e simbólicos.

Segundo essa explicação, o que conta é a realidade presente no cérebro, não a realidade farmacológica. A expectativa do sistema nervoso em relação aos efeitos de uma droga pode anular, reverter ou ampliar as reações farmacológicas desta droga. Pode também fazer com que substâncias inertes provoquem efeitos que delas não dependem.

Poderíamos então definir efeito placebo como o resultado terapeuticamente positivo (ou negativo) de expectativas implantadas no sistema nervoso dos pacientes por condicionamento decorrente do uso anterior de medicação, contatos com médicos e informações obtidas por leituras e comentários de outras pessoas.


Conclusões

Existem duas maneiras de encarar o efeito placebo:
para quem faz pesquisa clinica, estuda um medicamento novo e quer determinar seu real valor, o efeito placebo é um estorvo: constitui um conjunto de efeitos não medicamentosos a serem eliminados, na medida do possível, com auxílio de técnicas de pesquisa;
na prática médica, o efeito placebo pode ser útil, pois esses efeitos não medicamentosos podem ser benéficos ao paciente. A ação curativa de agentes terapêuticos específicos, farmacologicamente ativos, pode ser reforçada por efeito placebo consequente às expectativas de cura, despertadas nos pacientes dentro do contexto de uma boa relação médico-paciente. Contrariamente, se não houver boa relação médico-paciente, pode ocorrer um efeito placebo negativo de tal monta que prejudique a adesão ao tratamento. O paciente simplesmente ignora a receita ou toma os medicamentos de maneira completamente diferente da que foi prescrita. Mesmo se chegar a tomá-los da maneira prescrita, vai exagerar todos os possíveis efeitos negativos e ignorar os efeitos positivos do tratamento.

Para terminar, lembramos que alguns autores consideram que o efeito placebo tem o seu lado negro, pois as curas a ele devidas favorecem a perpetuação do uso de medicamentos e procedimentos terapêuticos ineficazes e irracionais, como os que acontecem na chamada “medicina alternativa”.



Autor: Julio Rocha do Amaral, MD e Renato M. E. Sabbatini, PhD
fontes: Revista Cérebro & Mente

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Endorfina, prazer, liberdade e mais além...

Saudações!

A semana voou, ou melhor, correu rapidamente, e nesse embalo, descreverei e citarei como extraímos a endorfina,  mas farei um esboço, sou muito objetivo e gosto chegar a ideia final sem prolixidade.

Eu sempre gostei de esportes, apesar de também gostar de uma boa cervejinha. Eu já pratiquei Kung-fu, Jiu jitsu, até Capoeira, já joguei bola, mas o que eu me desenvolvi e bem, pelo que sinto, é a corrida e justamente dedicarei um post futuramente com minhas próprias palavras ao meu esperte favorito. 



Depois de um tempo, tive que ficar em repouso, pois havia lesionado os joelhos, devido ao grande esforço, abusei demais, pairando baixo sobre o asfalto negro, também puderá, estava correndo mais de uma hora em ritmo frenético e quase todos os dias, enfim, dei uma pausa para recuperar a saúde, foi torturante, creio que recentemente voltei com tudo para retomar aquilo que sempre me fez feliz



Endorfina, o hormônio da felicidade, que leva ao prazer adquirido a partir das práticas esportivas,  produzida pela glândula Hipófise e pelo Hipotálamo, é um importante neurotransmissor,  despertando a euforia e o bem-estar. Em resposta ao cansaço físico, ela (endorfina) leva ao relaxamento. 

A endorfina é liberada gradualmente à medida que o exercício é praticado e continua sendo liberada durante os minutos seguintes. Pesquisas dizem que aproximadamente duas horas após a prática esportiva ainda há a liberação do hormônio.



E como todos sabem que o que da prazer, vicia, justamente é essa gana de conquista-la que nos motiva a continuar as atividades físicas, é uma necessidade física e mental, somos levados a ser recompensados depois do esforço com a sensação agradabilíssima. Um ciclo que se repete mais e mais e continuará. Até porque praticamente, quase todas as nossas alterações no humor, irritabilidades, instabilidades emocionais, problemas diários, podemos despejar todos e eliminar com a prática do esporte, que leva a disposição e ao melhoramento do corpo todo.


Efeitos principais das endorfinas:

  • Melhoram a memória;
  • Melhoram o estado de espírito (bom humor);
  • Aumentam a resistência;
  • Aumentam a disposição física e mental;
  • Melhoram o nosso sistema imunológico;
  • Bloqueiam as lesões dos vasos sanguíneos;
  • Têm efeito antienvelhecimento, pois removem superóxidos (radicais livres);
  • Aliviam as dores;
  • Melhoram a concentração.



E com todos esses benefícios, é claro, quem já gostava de esportes, estará muito mais motivado a continuar, vale lembrar que um bom aquecimento ajuda a prevenir lesões, e ao final, um bom relaxamento muscular ajuda desestimular os músculos e relaxa-los para que no próximo dia esteja preparado novamente.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cetraria e Aves de Rapina

Saudações!

Excentricamente retornando, como de praxe, relatando uma arte ainda não experimental por mim e por muitos, mas que a curiosidade aflora quando se fala em Falcoaria ou Cetraria, desde criança penso nisso, quando pela primeira vez me deparei com o desenho do Pica-pau (Woodpecker de Walter Lantz) na qual fazem uma sátira à antiga arte da criação, treinamento e cuidado das aves de rapina.


Da brincadeira ao que interessa, abaixo o artigo em charmoso português tradicional (de Portugal) de introdução na integra sobre o assunto, já que não entendo muito, mas alivia a curiosidade inicial, antes de se aprofundar, quem sabe, futuramente.


Espécies nobres da Cetraria Clássica

As aves de caça constituem um grupo de espécies com características bem definidas que em linguagem cetreira recebem o nome de "aves nobres". A natural faculdade para apresar, a agressividade, a valentia, a velocidade e a força, são alguns dos atributos das aves deste grupo. Distinguem-se de outras aves de rapina, ditas "ignóbeis", onde se incluem dezenas de espécies rapaces, que ao longo da evolução desenvolveram distintas faculdades para procurar o alimento e se especializaram sobre determinados leques alimentares, tendo cada espécie desenvolvido técnicas próprias, incluindo a pesca, a caça noturna, os hábitos necrófagos, ou mesmo dietas exclusivamente necrófagas.

As aves nobres de cetraria constituem, pois um grupo reduzido de espécies do qual distinguimos duas grandes linhagens: "as aves de alto–voo", pertencentes ao gênero Falco, e "as aves de baixo-voo", pertencentes ao gênero Accipiter.
São também utilizadas em cetraria, embora excepcionalmente, algumas espécies do gênero Aquila.
Em todas as aves de presa existe um marcado dimofismo sexual. As fêmeas de todas as espécies são maiores que os machos, recebendo na nomenclatura cetreira o nome de primas, por serem sempre as preferidas para a caça. O macho recebe o nome de treçó por ter, sensivelmente, um terço do peso da fêmea.
Este tão marcado dimorfismo sexual, contrário ao da maioria das espécies de aves e de mamíferos, em que o macho é invariavelmente maior, foi determinado pela evolução e explicado de forma esclarecedora por Diogo Ferreira na sua obra sobre a Caça de Altanaria, publicada em 1616:

"Assim provem a natureza as aves de rapina, sabendo que as mães são as que mais amam os filhos, pelo que fez as fêmeas mais animosas e maiores de corpo, e mais voadoras e de mais força que os machos, para que com as azas alcançassem as outras aves e com as forças as derrubassem, e com as unhas, garras e bico as poderem facilmente matar. E sendo as aves grandes tivessem forças para as poderem levar ao ninho d’onde estão os filhos que há-de manter e criar, pelo que os machos nas aves de rapina são mui pequenos e fracos, d’onde veio aquele adagio antigo dos caçadores: Ave treçuela ni mata, ni buela".


Alto-voo e Baixo-voo: duas técnicas de caça


Alto-voo


É a mais espectacular das modalidades de voo de caça em que se utilizam normalmente falcões.

A ave é largada do punho para o ar para que "remonte", isto é, para que ascenda sobre o terreno de caça até se colocar alto, onde aguardará, descrevendo círculos, ou "tornos", que a peça de caça seja levantada pelo falcoeiro, normalmente com a ajuda de cães.
É também designado lance de "altanaria", ou "voo de espera". O ataque é realizado em rapidíssimo voo descendente, no qual o falcão intercepta a presa, " preando" no ar, ou derrubando a presa ao chão.
Os lances de altanaria praticam-se em grandes espaços abertos e caçam-se voláteis, ou espécies de pena (patos, sisões, faisões, perdizes, pombos, etc.)


Baixo-vôo (Voo baixo)


Modalidade de caça na qual se utilizam açores, gaviões e algumas espécies do gênero aquila.

A ave é lançada do punho enluvado do falcoeiro no encalço da peça de caça, quando esta já se encontra em voo, ou em corrida. A ave caçadora realiza um voo de sprint, descrevendo uma trajetória reta da luva até à presa, de pelo, ou de pena, sendo por isso também chamado "lance à vista", ou ainda "lance a braço-tornado".


OS FALCÕES - AVES DE ALTO-VOO (VOO ALTO)
"O Sacre com chuva, o gerifalte com vento, o nebri com bom tempo"

Falcão Sacre
Falco Cherrug

O falcão sacre é um falcão das regiões desérticas e das estepes da Europa Oriental, Ásia Central e Médio Oriente.

É a mais primitiva e a mais rústica de todas as espécies de falcões. Os falcões sacres são menos ágeis e velozes que outros falcões. Em compensação são dotados de grande força, persistência e valentia.
A sua plumagem é parda, de tons ocráceos, menos vistosa que a dos restantes falcões. O seu tamanho está entre o gerifalte e o peregrino, podendo as fêmeas atingir mais de 1kg.
Foi uma espécie largamente divulgada na Cetraria medieval. É ainda hoje a ave tradicional da falcoaria dos países árabes.


Falcão Gerifalte
Falco rusticolus

Os gerifaltes são falcões da região circumpolar ártica. São os maiores, os mais vigorosos e os mais belos de entre todos os falcões.

Na Idade Média foram considerados verdadeiras jóias e nalguns países a sua posse e utilização na caça foi considerada uma prerrogativa real. Caracterizam-se pelo seu grande poder de ascensão vertical "subir sobre a cauda", pela grande manobrabilidade no voo de perseguição. As fêmeas, maiores do que os machos, podem atingir mais de 1,5 kg de peso, o que lhes permite aprisionar presas de grandes dimensões. A sua plumagem varia do cinzento escuro até ao branco puro. Os mais apreciados eram os "letrados", assim chamados por terem a plumagem com pequenos pontos negros à maneira de letras. Estes grandes falcões eram aprisionados na Islândia e frequentemente ofertados pelos reis da Dinamarca aos monarcas do sul da Europa.


Falcão Peregrino
Falco peregrinus

O falcão peregrino é considerado o "Príncipe das aves de caça", sendo uma das espécies mais apreciadas para os lances de altanaria devido à velocidade dos seus ataques em voo picado.

Deve o seu nome "peregrino" aos hábitos nómadas e às suas peregrinações errantes, sobretudo na fase adolescente. Está representado por numerosas subespécies em todos os continentes.

Na falcoaria medieval destacaram-se as seguintes subespécies de falcões peregrinos:

Falcão Bafari, ou Baarii (falco peregrinus brokey) - Expressão árabe que significa marinho, ou costeiro. Nome dado na nomemclatura cetreira à subespécie ibérica do falcão peregrino, sendo uma das aves com maior tradição peninsular.
Falcão Nebri (falco peregrinus peregrinus e falco peregrinus calidus) - Termo português antigo que designa as subespécies de falcões peregrinos da Europa do Norte. A plumagem destas aves é mais clara e contrastada evidenciando uma grande beleza. Além disso, os falcões nebris são maiores e mais pesados que os peregrinos ibéricos, motivo pelo qual eram tidos em grande apreço pelos falcoeiros da Europa do Sul.
Falcão Tagarote (falco peregrinus pergrinoides) - Termo que designa a subespécie do falcão peregrino do Norte de África, também conhecido por falcão da Barbéria. Eram trazidos para a penísula pelos mercadores do mediterrâneo, sendo o mais pequeno representante da espécie.


Falcão Lanário
Falco biarmicus


São falcões pré desérticos, parecidos com os sacres mas de menor envergadura. Eram normalmente utilizados como "atalaias", levados sem caparão a fim de detectarem à distância as presas no terreno, sobre as quais eram depois lançados os sacres, os peregrinos e os gerifaltes.

Os falcões lanários são também aves muito rústicas, capazes de viver nos meios mais agrestes . Pela sobriedade do seu regime alimentar, dizia-se na Idade Média que eram falcões próprios para escudeiros.

Destacam-se duas subespécies de lanários muito difundidos na cetraria medieval:
Falcão Borni (falco biarmicus feldeggii) - subespécie europeia do falcão lanário.
Falcão Alfaneque (falco biarmicus erlanggerii) - subespécie ocorrente no Norte de África.



Falcão Esmerilhão
Falco columbarius

É o mais pequeno dos falcões de caça, cujo peso raramente excede os 300g. Apesar do seu diminuto tamanho, o falcão esmerilhão é muito veloz e acrobático, sendo dotado de extraordinária valentia, o que leva a atacar presas de muito maiores dimensões como perdizes e alcaravões.

Por ser pequeno era muito utilizado por senhoras, e principiantes para a caça à codorniz, cotovia e outras pequenas aves. A sua nidificação ocorre no Norte da Europa e Ásia, visitando a Península Ibérica durante os meses de inverno, altura em que era aprisionado pelos falcoeiros medievais.


AS AVES DE BAIXO-VOO (VOO BAIXO)

Gaviões
Accipiter nisus

O gavião é como uma miniatura de açor. Foi talvez a ave mais popular da cetraria medieval. "Ave de Porcelana" assim lhe chamavam por ser bonito e frágil. De facto o seu adestramento e manuseamento são delicados devido ao seu carácter nervoso e assustadiço.

Apenas a fêmea era utilizada para a caça, por ser maior do que o macho. Mesmo assim raramente excede os 300 g de peso . O gavião é um exímio caçador que se alimenta quase exclusivamente de aves, atacando todos os voláteis de tamanho igual, ou inferior à perdiz. A sua presa clássica é o melro, e a sua caça é considerada das mais desportivas.
É uma espécie sedentária e frequente nas áreas do território nacional.



Açor
Accipiter gentilis

O açor é a ave clássica da caça de Baixo-voo. Foi uma das espécies mais utilizadas na cetraria antiga, em período anterior às cruzadas.

Os grego denominavam esta ave por "astéria", estrela lumminosa, por causa da fris amarela doirada dos seus olhos, de cujo vocábulo procede o latino astur e o português açor.
Os açores são caçadores implacáveis. Caçam partindo da luva do falcoeiro em perseguição directa sobre as presas. As perseguições são curtas, porém rápidas, impetuosas e eficientes.
A sua anatomia é distinta dos falcões. São aves florestais, de asas curtas e arredondadas e "leme" longo, o que lhes confere grande capacidade de manobra em voo.
Caçam indistintamente à pena e ao pelo, tanto em terrenos abertos, como em zonas arborizadas.
As fêmeas, maiores do que os machos, podem atingir mais de 1,5 kg de peso, sendo as mais apreciadas para o voo da lebre. É uma espécie sedentária que habita as áreas florestais de toda a Península Ibérica.

Fonte: http://www.ectep.com/falcoes/aves.html

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Breve História Ilustrada Da Humanidade

Saudações!

Hoje serei breve mas ao mesmo tempo complexo, pelo menos neste post, num cronograma resumindo a trajetória nossa desde o primórdio, vale destacar a presença de quatro elementos no ciclo, que são: Guerras, mulheres, intrigas e sexo. A evolução constante e cíclica.