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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Provérbio Japonês: "Não Adianta Chorar Sobre O Leite Derramado"

Saudações!


Uma das grandes coisas que aprendi no Japão, ao longo dos mais de 4 anos que morei por lá, foram seus provérbios e sua sabedoria de vida, a todo momento nos dando lições preciosas, esse por descendência é muito utilizado no Japão, mas de origem chinesa.

"Não adianta chorar sobre o leite derramado."
(覆水盆に返らず)。
(Fukusuibon'nikaerazu).


De onde surgiu a expressão "não adianta chorar pelo leite derramado"?

Essa expressão tem o significado de "não adianta ficar se ferindo, se lamentando e remoendo essa coisa, pois você já fez ela". Exemplo: "Não adianta ficar se lamentando por perder a partida de futebol, pois você não treinou". Entende? Mas de onde surgiu essa expressão?
"A origem é, provavelmente, pecuária. Quando se faz a ordenha manual e a vaca é mansa, não se costuma amarrar suas pernas para evitar que ela dê um coice no balde. Mas, se não amarrar e a vaca estiver “tensa”, depois não adianta chorar. Assim, quem faz alguma besteira, não adianta lamentar as conseqüências."


Além disso exposto acima, o leite é um alimento muito precioso, pois possui muitos nutrientes e é até o principal alimento usado para amamentar mamíferos que acabaram de nascer e é um líquido, sendo que quando derramado no chão, é difícil de coletá-lo novamente.
Também dizem que esse ditado vem de ditados e provérbios chineses. Para eles, "chorar pelo leite derramado", seria "Fu Shui Nan Shou" (Derramar Água Difícil Coletar).

Fonte: http://leitelacteo.blogspot.com.br/2011/12/de-onde-surgiu-expressao-nao-adianta.html

terça-feira, 3 de julho de 2012

‘Deus nos livre de um Brasil evangélico’, escreve pastor.

Godim é pastor
da Igreja Betesda.
O pastor Ricardo Godim (foto), 54, da Igreja Betesda, escreveu em seu blog que precisou refletir por 15 anos para tomar coragem de modo a  expressar, agora, o seu temor de que o Brasil se torne “crente”, que é o sonho, disse, do “subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como movimento evangélico”. 

Ele observou que o puritanismo de um Brasil evangélico teria um efeito devastador na cultura do país. “Como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu?” 

Afirmou que não gosta de sequer pensar o destino que teriam poesias sensuais como a "Tatuagem", de Chico, e "Carinhoso", de Pixinguinha. “Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”? 

Para ele, “uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?” 

Ele escreveu que no Brasil evangélico não haveria folclore. “Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceriam quando?” 

De acordo com o pastor, a devastação não se restringiria à cultura e à literatura brasileira. 

“Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português. Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.” 

Continuou: “Um Brasil evangélico significaria o triunfo do american way of life, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.” 

Mais: “Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista”. 

"Deus nos livre de um Brasil evangélico", escreveu.

Em 2000, de acordo com o censo do IBGE daquele ano, o Brasil tinha 26,2 milhões de evangélicos, representando 15,4% da população. O Censo de 2010 vai mostrar que de lá para cá houve um grande avanço nesse índice, podendo chegar a 30%; 

Com informação do blog do pastor Ricardo Godim.


Fonte: http://www.paulopes.com.br/2011/02/pastor-escreve-deus-nos-livre-de-um.html#ixzz1za3oMU7V