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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Adrián Barilari - Barilari 4 (2012)

Saudações!

Que tal uma resenha?

Por algum tempo havia até me esquecido de um dos grandes nomes latinos do cenário Hard Rock / Heavy Metal.

Me perguntei há alguns dias, por onde andas?
Adrián Barilari
E fui atrás, no mestre das pesquisas, por um frenético 'search', pois que me deparo com seu ultimo trabalho, de 2012, eu, ainda sem saber, sem ter escutado, desconfiado, pois ultimamente, geralmente novos trabalhos são sinonimo de péssima música, de mais mídia e marketing do que realmente por vontade de vocação artística. 

Nessa pegada Hard / Heavy, muitos esperam algo mais destrutivo e cheios de solos trabalhados extremamente e com muita força instrumental, mas hoje, estamos falando do argentino, Adrián Barilari e sua banda, atual vocalista de uma das maiores bandas na América Latina e no mundo, Rata Blanca

O álbum Barilari 4, de som refinado, charmoso castelhano, pegadas melódicas, letras românticas, é um prato cheio para os apaixonados.


"Apreciem, vale a pena!"

Adrián Barilari - Barilari 4 (2012)

Videos





Tracklist:
1. Carpe Diem (intro)
2. Caminar a tu lado
3. Cenizas en el Viento (Fernando Ruiz Díaz)
4. Corazón Homicida
5. Gracias
6. Hoy por Hoy
7. Jugar con Fuego
8. Nunca es tarde (Marcelo Corvalan)
9. Siempre... (vas a estar)
10. Sin Mirar Atrás (Fernando Scarcella)
11. Tan Lejos
12. Tu Abismo

terça-feira, 10 de julho de 2012

Age of Empires II: The Age of Kings Review


Saudações!

Encontrei (desenterrei, ressuscitei) hoje, um post que jamais achei que iria encontrar, eu, que sou viciado (nerd) em Age Of Empires II (Tanto o "The Age Of Kings" quanto o "The Conquerors Expansion"). Fuçando (atoa) no Google por algo relacionado à este maravilhoso e épico clássico do Real-time strategy e RPG mundial (chatice, para quê tanta rotulação?), acabo encontrando no Gamespot.com o review (uma espécie de comentário explicativo) original e da época de lançamento do mesmo (não me diga?). Apesar de saber inglês e falar até bem ('da pro gasto'), eu não me dei ao trabalho, sem tempo (preguiça mesmo) de traduzir, apelei para o bom e velho Google Translator ou Google Tradutor (única solução mesmo, além daquela merda do Babelfish). A formalidade é impressionante (prolixidade), o Tradutor traduziu muita coisa no seu sentido real, dei uma verificada a fundo para corrigir algumas (muitas) falhas, erros, encontrei até alguns (vários) mas toleráveis (intoleráveis), até por que do Inglês para o Português muda bastante pelo translator/tradutor (agora já sabem como reconhecer um analfabeto de inglês na Internet kkk'), e sua complexidade de diferença é impressionante (notável, ó grande -rs).

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Age of Empires II: The Age of Kings Review


Originalmente: 12 de outubro de 1999 12:00 PDT



Age of Empires II: 
The Age of Kings 

Microsoft Game Studios
Ensemble Studios
Strategy

Release: Sep 30, 1999 (US)

ESRB: T
Se você já gostava de qualquer outro jogo de estratégia em tempo real (real-time strategy game) neste estilo clássico, então você verá claramente por que este merece tanto crédito.


Seria incorreto, mas não totalmente irracional, para afirmar que o Age of Empires II: The Age of Kings e seu campo de jogo isométrica 2D parece como qualquer outro jogo de estratégia de primeira geração em tempo real já feito. Tira o contexto histórico que representa um milênio de progresso militar desde a Idade das Trevas, e você teria um jogo em que você estocar recursos, crescer a sua população, e aumentar sua tecnologia, tudo para acumular um exército com o qual a derrotar o seu inimigos o mais rápido possível. Mas, mesmo que este modelo tem-se mantido historicamente relevante para o tempo como a história tem sido documentada, também não é susceptível de deixar de ser a premissa para jogos de computador tão cedo. E se Age of Kings é uma indicação de como esses jogos de estratégia em tempo real continuará a melhorar, então nós não poderíamos estar mais felizes.


Embora Age of Kings é executado em resoluções mais altas e parece mais limpo e mais penetrante do que muitos de seus antecessores semelhantes, você verá que não há nada estranho sobre sua aparência. Os moradores, edifícios, árvores, a névoa negra da guerra, e tudo mais no mapa será imediatamente reconhecível se você já jogou um jogo de estratégia em tempo real antes. Mas mesmo se você já jogou todos eles, você vai notar várias diferenças em Age of Kings, apresentação que o destaca contra jogos comparáveis. Por exemplo, todos os edifícios e unidades em Age of Kings são mostradas mais ou menos à escala - prefeituras e castelos quase enchem a tela e pairam acima de seu povo. Há quatro estilos diferentes de arquitetura do jogo - Leste, Oriente Médio e Leste e da Europa Ocidental - e, embora eles pareçam idênticos na Idade das Trevas, pela Idade Imperial todos os quatro parecem totalmente diferentes e autenticamente belos. Ao contrário da arquitetura, seus moradores e unidades militares têm a mesma aparência, não importa qual a civilização que você escolher. Felizmente, quase cada um deles parece ser bom, e há muito por onde escolher, como espadachins e arqueiros, até cavaleiros montados e máquinas de guerra incríveis.


Age of Kings pode parecer um pouco brando e lavado antes de encher a tela com os edifícios e unidades militares, mas escassez mesmo faz a sua interface limpa e eficaz. Os controles claramente descritos na parte inferior da tela e da funcionalidade do mouse familiarizado faz este jogo muito fácil de pegar e jogar. O melhor de tudo são as descrições, mensagens de ajuda flutuantes que descrevem minuciosamente cada unidade e da tecnologia disponível, que você pode alternar uma vez que você começa a se lembrar delas. Suas unidades se movem rapidamente e facilmente de ponto a ponto, e selecionar um grupo misto será automaticamente atribuir-lhes uma formação lógica, com unidades mais rígidas na frente e unidades mais vulneráveis ​​em sua perseguição. As unidades agrupadas também viaja na velocidade do mais lento membro da brigada, um recurso que, em última análise permite coordenar ataques muito mais eficazes do que na maioria dos jogos de estratégia quaisquer outro em tempo real. E como seus soldados lutam e vencem, eles rapidamente buscam o alvo mais próximo e mais adequado, eliminando assim qualquer microgestão tediosa proporcionando-lhe o tempo para supervisionar algo mais complicado e taticamente viável do que um ataque de frente. Com a ajuda flutuante ligada e todas as suas pequenas unidades correndo por aí de uma vez, Age of Kings pode começar a olhar um pouco confuso. Mas ele também procura o seu melhor em momentos como este, quando a tela é tão cheia de prédios e pessoas que você pode começar a imaginar como seus equivalentes históricos uma vez prosperou.


Mesmo assim, você acha que com apenas quatro estilos de arquitetura e um conjunto genérico de unidades, das 13 civilizações de Age of Kings parece idênticas. E enquanto algumas delas parecem semelhantes, é grande mérito dos designers que a maioria das civilizações consegue-se sentir muita diferença umas das outras, apesar de alguma semelhança visual. Por um lado, as unidades de cada civilização falam em sua língua nativa, e enquanto elas não dizem muitas coisas diferentes, é muito bom ouvi-los de qualquer maneira. Cada civilização tem também sua própria unidade (exclusiva) que enfatiza ou aumenta pontos fortes da civilização, e isso também ajuda a distinguir cada uma das outras 12. Cada civilização tem também suas vantagens únicas que se referem a pontos fortes da cultura histórica. Por exemplo, para enfatizar a bizantinos poder defensivo, suas unidades de infantaria combatem arqueiros, cavalaria e é mais barato produzir, e sugerem os turcos realizações científicas, eles podem pesquisar tecnologias de pólvora a um custo menor do que qualquer outra civilização. Tais distinções culturais são muitas vezes sutil, mas tornam-se mais visível no final do jogo, quando o jogador habilidoso que leva maior vantagem de tendências ofensivas ou defensivas de sua cultura, em breve encontrar-se na liderança.


Então, novamente, para construir a sua civilização ao seu maior potencial é de modo algum uma tarefa simples, apesar de tudo luxos elegante interface do jogo proporciona. O original Age of Empires foi criticado por combinar as pretensões de um jogo de estratégia baseado em turnos complicado como Civilization com a mecânica em tempo real de jogo que foram emprestados de Warcraft II. Mas Age of Kings faz boas e originais promessas, fornecendo uma enorme árvore de tecnologia, ramificação e uma intensa profundidade correspondente de jogabilidade que rivaliza com praticamente todos os similarmente temáticos jogos baseados em turnos (etapas). Você deve reavaliar constantemente suas prioridades na coleta do jogo, quatro recursos, uma vez que essas prioridades mudam como as novas tecnologias se tornam disponíveis, e você deve fazer constantemente principais decisões táticas com base na ordem em que você pesquisa de tecnologias específicas. Você precisa continuar seguindo em frente sem espalhar-se muito estreito, embora você seja concedido algum tempo a respirar para iniciar, pois você pode guarnecer (formar tropas) os aldeões dentro da sua Câmara Municipal para se defender contra um ataque preventivo. E ainda ao longo do jogo, Age of Kings, o ritmo é tão rápido e tão excitante como a rival sucessos da Blizzard estratégia em tempo real (real-time). Consequentemente, sob nenhuma circunstância você deve estar preparado para vencer uma guerra em Age of Kings sem uma mão rápida no mouse. Mas da mesma forma, você não irá ganhar ao menos que você pense.


Mesmo Starcraft da Blizzard, limita a um conjunto básico de estratégias, cujas variações sutis separa os especialistas do resto. No entanto, em Age of Kings, as opções tendem a serem mais flexíveis. Se o seu oponente é muito focado em táticas específicas, você pode facilmente alocar seus recursos no combate, tudo o que que ele está enviando no seu caminho. Enxames de infantaria podem ser parados por uma parede fria simples, um contingente de arqueiros podem matar uma linha de cavalaria, mas seria duramente pressionada para danificar até mesmo uma única máquina de guerra. Espadachins podem lidar com lanceiros facilmente, mas em alcance, os lanceiros se tornam muito mais eficaz contra unidades a cavalo. Ao mesmo tempo, jogos aspiravam a tais princípios com o jogo 'pedra-tesoura-papel' como um modelo. Mas Age of Kings tem tantas variantes sobre este tema que até mesmo sugerir uma semelhança entre a sequela do Ensemble e o velho jogo de apostas seria grosseiramente minar a complexidade de Age of Kings. Não demorou muito para perceber que Age of Kings é complicado, mas o seu apreço por detalhes só vai crescer com o tempo como você começa a entender que, ao contrário da maioria dos jogos de estratégia em tempo real, você realmente tem vários distintamente diferentes, mas rotas (meios) igualmente viáveis ​​para a vitória.


Há também várias maneiras diferentes de jogar o jogo. Você pode usar o gerador de mapas aleatórios para criar rapidamente um mapa feito sob medida, finamente trabalhada para até oito jogadores, ou construir o seu próprio mapa a partir do zero. Você vai encontrar um desafio consistente na contratação de um ou vários oponentes do computador definidos para a dificuldade padrão ou acima, mas você vai aprender mais rápido da propensão do computador para usar táticas de guerrilha e cair em truques particulares. Você pode começar com uma tonelada de recursos e só tem para ele no modo deathmatch (jogo da morte), você pode definir para matar o rei adversário em regicide match (regicídio), e você pode jogar um dos cinco anos de idade dos reis das Historical Campaigns (campanhas históricas). Estas campanhas se concentram em tais líderes lendários como Joana d'Arc, Frederico Barbarossa, e Genghis Khan em uma série de missões ligadas por interveio com narração descrevendo as figurativas tribulações figuras e vitórias. Todos os cinco delas, incluindo a campanha tutorial William Wallace, são bastante curtos e só começam a aproximar-se do senso de estilo e de coesão, a Blizzard foi pioneira em campanhas de estratégia em tempo real.


Mas você gostará de jogar uma parte da história com personagens e suas realizações de qualquer maneira, mesmo que os narradores dos acentos são um pouco pesados e a obra de arte que descreve o resultado de cada missão parece apressado. De qualquer forma, ao contrário de Starcraft, as campanhas parecem mais periféricas no Age of Kings, porque seu contexto histórico e 13 civilizações irão mantê-lo interessado, com ou sem um plano para voltar tudo. Claro, você também pode jogar Age of Kings pela Internet, embora a Internet Gaming Zone da Microsoft não possa se comparar a refinada Battle.net da Blizzard.


Não importa como jogá-lo, as chances são boas de você desfrutar de Age of Kings, se não para seu detalhe cuidadoso histórico, em seguida, porque nunca o seu contexto tem precedência sobre a jogabilidade do jogo. E se você já gostava de qualquer outro jogo de estratégia em tempo real neste estilo clássico, então você verá claramente por que este merece tanto crédito, mesmo em comparação direta com os melhores exemplos da sua categoria.


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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Biografia - The Police


Em meio ao "movimento" punk que explodiu na Grã-Bretanha em, 1976/1977 com o motto "No future", pondo o niilismo e a sonoridade nua e crua na ordem do dia. Duas bandas emergiram na mesma época nas ilhas, da Irlanda, o U2 e, da Inglaterra, formada pelo baixista e vocalista Sting, o guitarrista Andy Summers e o baterista Stewart Copeland, surge o trio The Police. 

O Police se inspirava no som da Jamaica que alcançou aquelas bandas no começo dos anos 70 através da Island Records, que apresentou Bob Marley ao mundo, além de Toots and the Maytals, Burning Spear, Third World e Black Uhuru. E ainda no movimento Two Tone, criado na Grã-Bretanha, uma mistura de punk rock, ska e pop com músicos brancos e negros. Os nomes principais são The Specials, The Selecter, The Beat e Madness. 

Em 1977, o inglês de Newcastle Gordon "Sting" Sumners, 26 anos, e o americano da Virginia Stewart Armstrong Copeland, 25, formaram o Police com o guitarrista francês Henry Padovani, amigo de Copeland. O grupo lançou o single "Fall out" pelo selo independente IRS fundado por Copeland com Miles, irmão e empresário da banda. 

Padovani foi substituído no mesmo ano pelo inglês de Blackpool Andrew James “Andy” Summers, 35, veterano da cena musical, ex-Eric Burdon and The Animals. Copeland também tinha currículo como baterista do grupo americano de hard rock Curved Air. Sting era professor do ensino básico e tocava em grupos de jazz. Não tardou a rolar um contrato com a A&M Records e o lançamento do primeiro single, "Roxanne", em abril de 1978. Música composta no ano anterior por Sting em Paris, inspirado em prostitutas que rodavam bolsinha perto do hotel onde estavam hospedados.



O primeiro LP, "Outlandos d'amour", lançado em novembro de 1978, apresentou o trio ao mundo. Batida de reggae com pegada rock com um pouco de sujeira atribuída à influência do punk. O single "Roxanne" não emplacou nas paradas, só aconteceria quando relançado em 1979, depois da banda fazer uma turnê mambembe pela América, tocando onde fossem aceitos, eles e equipamento amontoados numa van. Roxanne foi então para o 12º lugar e o álbum para sexto na Grã-Bretanha. Além de “Roxanne”, "Can't stand losing you" e "So lonely" se incorporariam ao repertório da banda. Mas havia faixas loucas como "Hole in my life", com improvisos e solo de um sax doido e a mantrica "Masoko tanga".


"Regatta de blanc" (Reggae de branco), lançado em outubro de 1979, trouxe uma banda bem mais afiada pelas longas turnês, com arranjos muito trabalhados. Efeitos de guitarra e baixo, somados à pegada vigorosa de bateria, os agudos de Sting e a qualidade do repertório confirmam o Police como um supergrupo. A faixa-título, instrumental,é uma das minhas favoritas até hoje e valeu um Grammy para a banda, os singles "Message in a bottle" e "Walking on the moon" se destacaram, além de músicas mais estranhas como "On any other day." 

Nota do Jason : É neste disco que tem a canção "The Bed's Too Big Without You" ( Faixa 8 ) a canção que supostamente, o Paralamas do Sucesso teria "usado" para compor o Hit "Óculos" nos anos 80 ( A Banda de Herber Vianna afirmou na época que sua influência básica era o The Police ) 

Bom...na minha opinião, é Plágio mesmo ! os 2 primeiros discos dos Paralamas eram The Police 100% ( João Barone imitava tambem 100% o Stewart Copppeland ! )



"Zenyatta Mondatta" (outubro de 1980) foi considerado pela crítica um dos melhores álbuns de rock da história, número um na Grã-Bretanha e numero três na América. É puxado por uma pérola pop chamada "Don't stand so close to me", a primeira de uma série de canções impecáveis, como o outro hit single "De Do Do Do, De Da Da Da", a instrumental ''Behind my camel'' de guitarras sombrias e as politizadas "Driven to Tears," "When the world is running down you make the best of what's still around," e "Bombs away."


"Ghost in the machine" (Outubro de 1981) transformou o Police num grande sucesso nos Estados Unidos, puxado pelo single "Every little thing she does is magic" e, a seguir, por "Spiritis in the material world", ambas hits certeiros também nas pistas de dança, lembro que Dom Pepe soltava um Police ao final do show no Noites Cariocas e a pista inflamava. 

A turnê subseqüente colocou a América para comer nas mãos da banda, mas numa prova de que não ligavam muito para as regras do mercado, eles tiraram parte de 1982 para projetos pessoais. Isso depois de uma turnê que os trouxe ao Brasil onde tocaram para platéias meia bomba.



A volta triunfal aconteceu em junho de 1983 com "Synchronicity", o mais bem sucedido comercialmente, com 8 milhões de cópias vendias na América, puxado pelo megasucesso "Every breath you take", inspirado no clássico "Stand by me", de Ben E. King. Mas o disco contém muitas obras primas como as duas versões da faixa-título, "Wrapped around your finger", "King of pain" e "Tea in the Sahara." Depois de uma turnê bem sucedida em arenas e estádios, eles anunciaram uma parada sabática da qual nunca voltaram.

Videos

Aqui selecionei os melhores na minha opinião, e isso não foi fácil, pois achar o melhor dentro de todos, muito bons à excelente, não seria uma tarefa fácil, como não foi mesmo, gostaria de ter colocado todos os videos, mas como para resumir a trajetória deles, teria apenas que colocar os mais importantes dentro dos importantes.
























Fonte: Blog Jam Sessions

Resenha: 40 anos de "Ziggy Stardust"



No dia 3 de julho de 1973, a banda de David Bowie, maquiada e vestida como o grupo fictício Spiders From Mars, soltou os últimos acordes de “White Light/ White Heat”, cover do Velvet Underground, e se preparou para encerrar a apresentação com “Rock & Roll Suicide”, como havia feito nos últimos shows do camaleão. Mas Bowie resolveu fazer um pequeno interlúdio antes. “Não apenas é este o último show da turnê, mas é o último show que faremos. Obrigado”, declarou o cantor friamente a uma platéia efusiva. A banda, desavisada e em choque, começou a tocar. Nem eles e nem o mundo jamais veriam novamente Ziggy Stardust, o personagem que Bowie criara para si mesmo.

O adeus repentino de Ziggy fechava um ciclo que, como tudo nessa época para Bowie, movia-se mais rápido do que as pessoas ao redor do cantor conseguiam processar. Tudo começou, propriamente, em junho de 1971, quando Bowie e sua banda entraram em estúdio para gravar o álbum Hunky Dory, que seria lançado em dezembro. As músicas já haviam sido compostas há algum tempo. Enquanto o produtor Ken Scott mixava as faixas com os alto-falantes no último volume, Bowie compunha, com papel e caneta, músicas novas para seu próximo disco. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, o álbum que mudaria tudo, e que faz 40 anos de seu lançamento neste mês, estava composto antes de Hunky Dory ser finalizado.

Em novembro, Bowie e a banda voltaram ao estúdio para gravar essas novas faixas. A ideia de que Ziggy era um álbum conceitual, contando a história de um roqueiro alienígena que comete suicídio, é polêmica. “It Ain’t Easy”, por exemplo, havia sido gravada para Hunky Dory. “Starman” foi adicionada a pedido de gravadora, que havia sentido falta de um hit no álbum. E a ordem das faixas foi decidida com o objetivo de deixar o lado A e o lado B do vinil com durações semelhantes.

Ainda assim, o personagem estava ali. A versão de carne e osso surgiu ao longo de dezembro e janeiro, quando Bowie e sua esposa Angie começaram a compor a parte estética. Havia de tudo no Bowie alienígena: Lou Reed, Iggy Pop, Marc Bolan, The Legendary Stardust Cowboy, teatro japonês, mímica e a tradicional fascinação pelo espaço. O corte de cabelo, criado pela cabeleireira Suzi Ronson, era uma mistura de três cortes diferentes que Bowie viu numa revista. Na capa do disco, Bowie ainda está loiro – depois, para aumentar o impacto, decidiu-se pelo tom vermelho-fogo.





Difícil foi fazer a banda aceitar usar as roupas extravagantes dos Spiders From Mars. Mick Ronson (guitarrista e sidekick de Bowie), Mick Woodmansey (baterista) e Trevor Bolder (baixista) eram três sujeitos hétero, vindos da classe operária. Foi estranho para eles, mas não que tivessem escolha. Naquela época, tudo girava ao redor de Bowie e qualquer extravagância acabava sendo absorvida. O único desconforto real foi quando Bowie declarou que era gay à revista Melody Maker, em janeiro de 1972. Mas tudo ficou bem de novo quando o grupo fez seu primeiro show travestido e, para total surpresa do trio, a plateia adorou.

O álbum Ziggy Stardust só seria lançado em junho de 1972, mas Bowie começou sua turnê em fevereiro. “Starman”, o primeiro single, saiu em abril, e mudou a carreira de Bowie. Ele agora era uma estrela. Seus shows eram lotados com moças histéricas que copiavam seu cabelo e maquiavam um círculo na testa, igual ao do ídolo. O cantor foi ao tradicional programa Top Of The Pops tocar “Starman”. Sua casa começou a ser frequentada por gente do naipe de Mick Jagger e George Harrison. Bowie era finalmente o ícone que queria ser.

Mas Ziggy só é o que é porque o disco, de fato, foi uma das melhores coisas a surgir na música em muito tempo. “Five Years”, que levou o cantor às lágrimas durante a gravação, abre o álbum com seu crescendo emocional narrando a triste constatação de que o mundo vai acabar e todos temos apenas cinco anos para aproveitar. Quando os gritos desesperados param, entra o R&B de “Soul Love”, em que Bowie observa que o amor não é para todos e que “amor não é amar”. A dureza da letra contrasta com a humanidade da melodia, marcada pelo baixo quente de Bolder e por um saxofone econômico.





“Moonage Daydream”, a belíssima balada de piano em que Bowie pede a alguém para “apertar seu rosto espacial contra o meu”, foi a única música do disco em que o cantor levou mais de um take para gravar os vocais. Bowie geralmente causava correria no estúdio porque, quando se colocava para gravar, a captação precisava estar em total ordem – seu primeiro take era geralmente perfeito e, se fosse, ele não o repetia.

“Starman” foi a música que fez o Reino Unido lembrar que Bowie existia – para muitos, ele tinha feito “Space Oddity” e só. O megahit empresta os la-la-las do T. Rex e evoca “Over The Rainbow” no começo do refrão, mas o charme e a personalidade pop de Bowie dominam a música do começo ao fim. “It Ain’t Easy” destaca o croon do cantor sobre um violão e um baixo simples e ganha corpo só no refrão, quando um coro explode cantando “it ain’t easy to get to Heaven when you’re going down”. Os backing vocals femininos e as alusões religiosas da letra dão um toque gospel à faixa, que, somada à sua origem country (ela foi composta pelo americano Ron Davies), forma uma versão peculiar e ótima.

“Lady Stardust”, uma homenagem ao amigo e rival Marc Bolan, chegou a ser tocada ao vivo com o rosto do vocalista do T. Rex projetado no telão. Uma balada nostálgica com trejeitos de piano bar, a faixa abre caminho para o doo-woop de “Star”. Emulando os momentos mais pop de Paul McCartney nos Beatles, Bowie se apoia em um piano martelante e em backing vocals quase engraçados (“uuuuh chaa-ya-ya-ya”), mais alguns riffs poderosos de Ronson, para falar sobre suas ambições de ser um astro. “Hang On To Yourself” traz vocais falados e uma guitarra vibrante que culminam no refrão com um ótimo riff de baixo e palminhas.






“Ziggy Stardust” é a música que pessoas que nunca ouviram o disco usam para falar de Bowie, como se fosse seu maior ou melhor hit. Não é nenhum dos dois, mas seu riff de guitarra, que usa bem o silêncio para dar clima, cria um ambiente rock bem adequado para Bowie descrever seu personagem. A letra é uma egotrip deliciosa – quem mais, além de Bowie, conseguiria cantar um verso como “The kids were just crass, he was the nazz, with God given ass” sem soar brega?

As guitarras cocainadas de “Suffragette City” e suas referências à linguagem de Laranja Mecânica (uma influência forte para Bowie na época) a tornam uma das melhores do disco. Guitarra e piano disputam atenção no refrão, enquanto um sintetizador tentando imitar um sax faz o fundo e depois é trazido à frente no solo. Enquanto isso, um Bowie adolescente e pilhado implora para que o colega de quarto deixe o apê vazio para que ele possa receber uma garota (“she’s a total blam-blam!”). Há uma energia nessa música que só se veria de novo no punk, anos depois. E, ao mesmo tempo, existe a malícia do rock dos anos 50. Uma pérola.




Em “Rock & Roll Suicide”, o tempo pega um cigarro, coloca na boca de Ziggy e pede a ele que tome uma decisão. O alienígena rockstar, “too young to lose it, too young to choose it”, escolhe se matar. Bowie se descola do próprio personagem e conversa com ele (“gimme your hands”). A música cresce em drama e ganha metais e backing vocals sisudos no final, até terminar quase de surpresa. Um epitáfio sem condescendências.

Quando Bowie matou Ziggy ao vivo em 1973, a fama já havia subido à sua cabeça – ele não conversava mais com a banda e só via os músicos em cima do palco. A decisão de não contar a eles sobre o fim da turnê foi entendida como uma traição, e a banda acabou se desfazendo. Mas Bowie ainda tinha muito a criar. Seu próximo álbum, Aladdin Sane, foi tão genial quanto Ziggy, embora menos prestigiado, e a trilogia de Berlim traria a ele um respeito artístico que poucos alcançam. Destruir foi o modo que Bowie encontrou para poder seguir em frente. Só que, agora, ele poderia ir para onde quisesse.




Faixas:
"Five Years" – 4:43
"Soul Love" – 3:33
"Moonage Daydream" – 4:35
"Starman" – 4:16
"It Ain't Easy (Ron Davies) – 2:56
"Lady Stardust" – 3:20
"Star" – 2:47
"Hang on to Yourself" – 2:37
"Ziggy Stardust" – 3:05
"Suffragette City" – 3:19
"Rock 'n' Roll Suicide" – 2:57


sábado, 15 de outubro de 2011

Resenha - Titãs - Cabeça Dinossauro




"Com esse álbum, os Titãs encontraram uma maneira objetiva." "Esse é o nosso disco mais importante. Ele mostrou o que eram os Titãs." "Foi o nosso primeiro disco em que conseguimos realizar o nosso anseio sonoro, tecnicamente." "Os Titãs passaram a ter uma assinatura." "Devo confessar que quando falamos em fazer um arranjo ou uma canção a la Titãs, é sempre no "Cabeça Dinossauro" que pensamos. Foi lá que inventamos o nosso vocabulário." As frases, que foram ditas, respectivamente, por Paul Miklos, Tony Belloto, Arnaldo Antunes, Charles Gavin e Sérgio Britto, definem bem a importância de "Cabeça Dinossauro", álbum lançado pelos Titãs em 1986, e considerado, até hoje, um dos mais importantes da história do Rock Brasil.

No mesmo ano em que os Paralamas do Sucesso alcançavam estrondoso sucesso com "Selvagem?", a Legião Urbana com "Dois", e o RPM com "Rádio Pirata Ao Vivo", os Titãs estavam em situação oposta. Depois de lançar os irregulares "Titãs" (1984) e "Televisão" (1985), a banda paulista estava entrando em estúdio para gravar o último disco de seu contrato com a gravadora WEA. O então octeto sentia que era necessário fazer alguma coisa. Caso contrário, estariam sem gravadora no ano seguinte e com grandes chances de desaparecerem.

Dessa forma, os integrantes dos Titãs amaciaram os seus egos e convocaram o produtor Liminha, responsável pelos principais álbuns da década de 80, e que havia sido criticado através da imprensa por alguns integrantes da banda paulista. E Liminha mostrou como um grande produtor pode mudar a sonoridade e ressuscitar um artista, sem que ele perca o seu estilo próprio. Dessa forma, a estética new wave predominante nos dois discos anteriores foi substituído por um rock mais direto.

Apesar da mudança, repita-se, os Titãs não mudaram a sua essência. E a sonoridade de "Cabeça Dinossauro" acabou formatando o estilo dos Titãs em seus trabalhos posteriores, conforme pode ser visto até hoje nos discos mais recentes do grupo. Em entrevista para a Folha de S.Paulo, em 2006, Sérgio Britto reconheceu o trabalho do produtor. "O Liminha foi o responsável pela realização do nosso maior sonho: gravar com qualidade, liberdade e em altíssimo astral", disse.

Um outro fato ajudou bastante nessa mudança. Durante as gravações do disco, Arnaldo Antunes e Tony Belloto foram presos por porte de drogas. A raiva que ficou contida em um primeiro momento foi jorrada em berros contra instituições como a igreja, a família, o Estado e, principalmente, a polícia ("Polícia para quem precisa / Polícia para quem precisa de polícia").

Além das letras mais fortes, os Titãs se mostravam mais pesados do que nunca. O punk-rock "AA UU" é um bom exemplo dessa mudança de rumo. Sérgio Britto, inclusive, disse no programa "Discoteca MTV" que o solo de Belloto nessa canção "é o solo mais legal da história dos Titãs". O tal solo não passava de dois acordes. Mas a proposta era exatamente essa. E o público entendeu o recado, comprando centenas de milhares de cópias de "Cabeça Dinossauro" e colocando quase todas as faixas do álbum para tocar nas rádios, principalmente o sucesso "Homem Primata", que juntou punk à new wave. Durante a gravação da canção, Tony Belloto usou um grande anel para fazer o slide em sua guitarra. Aliás, uma curiosidade acerca dessa faixa: originalmente, ela tinha sido composta para o Lulu Santos...

Além do rock, os Titãs adentraram em estilos musicais que haviam sido explorados nos dois trabalhos anteriores. Isso pode ser notado em canções como o reggae "Família", os funks "Bichos Escrotos" e "Estado Violência" e a eletrônica "O Quê". Como se não bastasse, o octeto paulista usou também um cerimonial dos índios do Xingu, na faixa-título do disco.

Algumas curiosidades envolvem muitas dessas músicas. "O Quê", por exemplo, foi a última ser gravada, devido às imensas dificuldades encontradas pela banda. "A última a ser gravada foi 'O Quê', e foi também a que mais deu trabalho. O arranjo mudou totalmente no estúdio e o Liminha, aqui, teve participação decisiva: programou a bateria eletrônica, sugeriu a linha de baixo, tocou guitarra e deixou a gente fazendo uma jam interminável durante dois dias até chegar ao resultado final. Aquilo abriu um novo horizonte para nós e nos colocou em contato com elementos que iríamos explorar bastante nos anos seguintes", disse Sérgio Brito à Folha de S.Paulo. De fato, o álbum seguinte, "Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas", produzido pelo mesmo Liminha, tem um quê de "O Quê"...

Outra curiosidade diz respeito à gravação de "Polícia". O próprio Sérgio Britto explica: "Outro detalhe curioso, é que gravei a voz solo de 'Polícia' no primeiro take, enquanto o Liminha conversava sobre pesca submarina com o Evandro Mesquita. Talvez isso tenha me ajudado a ficar mais puto ainda. Quando fomos ouvir o resultado, eu queria regravar a voz, a qualquer custo, porque tinha sido muito fácil. Mas todos acabaram me convencendo de que estava bom", explicou o tecladista e vocalista.

A faixa-título, uma das mais diferentes do álbum, e, até hoje, obrigatória em qualquer show dos Titãs foi mais uma canção que teve participação fundamental do produtor. "A percussão na faixa 'Cabeça Dinossauro' foi o Liminha que tocou. Depois de várias tentativas mais elaboradas, ele começou a improvisar, tocando nas paredes, no chão e nas colunas do estúdio, numa espécie de transe", disse Britto.

Em "Cabeça Dinossauro", que ainda tinha uma bela capa e contracapa com desenhos de Leonardo Da Vinci, os Titãs também aproveitaram para resgatar "Bichos Escrotos", música que fazia parte do repertório do grupo desde 1982. Por conta da censura, o grupo teve que esperar quatro anos para gravá-la, mas mesmo assim, os versos "vão se foder" tiveram a radiodifusão proibida. Os Titãs perdiam a inocência...

...E entravam para a história ao mesmo tempo. Até hoje, o álbum é citado pelos jovens artistas brasileiros como obra de referência. E em 1997, a revista Bizz elegeu "Cabeça Dinossauro" como o melhor álbum de pop-rock nacional. Será que já é o bastante?

Faixas:
1) Cabeça Dinossauro
2) AA UU
3) Igreja
4) Polícia
5) Estado Violência
6) A Face do Destruidor
7) Porrada
8) Tô Cansado
9) Bichos Escrotos
10) Família
11) Homem Primata
12) Dívidas
13) O Quê

sábado, 10 de setembro de 2011

Resenha: Hysteria - Def Leppard

Saudações, na verdade irei analisar essa resenha retirada do portaldometaleiro.com

Nome: Hysteria
Artista: Def Leppard
Álbum de Estúdio
Lançamento: 3 de Agosto de 1987
Gênero: Hard Rock, Heavy Metal, Glam Metal
Duração: 62 minutos e 65 segundos.
Selo: Mercury, Island
Produção:
 Robert John "Mutt" Lange, Def Leppard. 
Nota: ♪♪♪♪♪♪♪♪ (8/10) [Segundo o portal do metaleiro] (Eu daria de 9 a 10)


Faixas: 

1. Women 
2. Rocket 
3. Animal ● 
4. Love Bites ● 
5. Pour Some Sugar On Me ● 
6. Armageddon It ● (note que faltou essa)
7. Gods Of War 
8. Don't Shoot Shotgun 
9. Run Riot ● 
10. Hysteria ● 
11. Excitable 
12. Love And Affection ● 


Line-Up: 

Joe Elliot - Vocal 
Steve Clarck - Guitarra 
Phil Collen - Guitarra 
Rick Savage - Baixo 
Rick Allen - Bateria 



A verdade é que Def Leppard já foi mais pesado nos dois primeiros álbuns, e em Pyromania foi ficando algo mais suavel, mas ainda sim, bem poderoso. Chegou então Hysteria, marcando para alguns fãs "clássicos" o fim de sua banda favorita, mas que ainda sim merece atenção, até porque tem bastantes baladas muito importante para o rock.

Há outros motivos também para a atenção especial: o acidente de Rick Allen, o baterista deles, que acabou perdendo um braço, mas continuou tocando, um exemplo de dedicação. Infelizmente, tiveram que cancelar o show no Rock In Rio, uma pena, pois seria excelente. (com absoluta certeza seria excelente)

O álbum foi, então, um grande reviravolta na carreira dos artistas: se no Pyromania havia o disco Thriller do Michael Jackson, em Hysteria eles já conseguiram provar como evoluiram e ganharam o primeiro lugar na Billboard.

Por mim, no entanto, ele não começa muito bem: "Women" é uma faixa que é facilmente descartável, mesmo tendo o baixo mais ou menos legal. "Rocket" já tem um refrão pesado e vocais várias vezes sobrepostos, que dá um efeito de certa forma mágica na canção. Ela varia de tempo em alguns momentos. (Na minha opinião o álbum todo é bom, ótimo, não tem o que por e o que tirar, se melhorar, estraga!).

Na balada "Animal" e no seu video clipe podemos ver o baterista e sua situação - infelizmente -, mas que acaba mostrando que tudo na vida podemos passar por cima. Com uma batida calma e um refrão típico de músicas do estilo, é uma que podemos destacar desse maravilhoso disco.

Uma música que fez sucesso aqui no Brasil graças ao cover da banda Yahoo foi "Love Bites", outra linda balada, bem profunda, completamente diferente de "Animal": enquanto uma é obscura, mas sensível, a outra é animada e é mais direta. Ainda sim, a letra é bem, por assim dizer, "safada", como a maioria do Def Leppard. Sim, eles fizeram balada, mas nem por isso tinham que deixar de fazer as suas músicas engraçadas e cheias de intenções sexuais.

Continuando a sequência de boas músicas, vem a grudenta "Pour Some Sugar On Me". O som da guitarra do inicio me lembrou de longe "The Number Of The Beast" do Maiden(que comparação. nem de longe... ¬¬'). Mas logo depois vem a voz acompanhada de porradas do batera, que mostra que de fraco não têm nada. O refrão certamente fica na cabeça, assim como quando o açúcar gruda nos nossos dedos e é difícil de sair(essa música certamente é difícil de sair da cabeça, ótimo clássico).

"Armageddon It" é uma típica faixa otentista, nada de demais a destacar(na verdade não concordo, Armageddon It para mim é uma das principais músicas do CD). "Gods Of War" tem uma batida lenta e nervosa, principalmente quando se acompanha a letra. "Don't Shoot Shotgun" é outra que não há nada a destacar(o problema que todas as faixas nesse CD se destacam, ele todo é um ótimo trabalho e não faixas isoladamente). "Run Riot" tem um riff que eu certamente já ouvi em outros lugares, e que já começa bem pesadinha lembrando o passado deles. Essa sim realmente lembra um som louco, com seu refrão bem explosivo e vários vocais um sobre o outro, bem clássico da banda.

"Hysteria", a faixa título, é certamente a balada - outra? - mais linda de todo o disco. A voz rasgada do cantor soa muito bem, numa linha de baixo, guitarra e bateria bem suaves, com uma vez ou outra efeitos especiais. É como uma mistura das outras músicas, tem partes bem animadoras, mas uma atmosfera bem profunda, excelente faixa.

O nome já começa dizendo tudo: "Excitable" tem o inicio bem excitável, mas o resto da música é normal pra época, o que acaba tornando o álbum meio repetitivo(é um álbum com músicas meio parecidas, mas porque seguiram uma única linha, esse é o sucesso desse e do trabalho deles). "Love And Affection", a última balada, fecha o álbum com chave de ouro. Certamente a mais animada, com uma batida bem gostosa e a voz suave e rasgada soltando palavras sobre o ar. É aquela música de despedidadas ou de chegadas, boas de se ouvir em viagens e etc, linda.

Como já foi dito, o disco fecha com chave de ouro, e consegue mostrar que Def Leppard não era somente aquela banda louca de NWOBHM que soava como AC/DC e outras bandas de Hard Rock com tendências Metal(mas lógico, Def Leppard não é uma cópia, tem sua identidade e seus fãs).